Após vários anos de convívio em reuniões científicas, e sentindo as dificuldades de trabalho nas Instituições Públicas, Universidades e nos Serviços Individuais, um grupo de hematologistas e hemoterapêutas de São Paulo, planejou criar uma instituição que permitisse satisfazer anseios científicos e profissionais, e propiciar uma estrutura adequada ao atendimento médico dos pacientes hematológicos.Assim, em abril de 1981, um grupo inicial de dez especialistas, fundou o Centro de Hematologia de São Paulo. Inspirados nos modelos das Fundações Americanas, que de modo comparável às instituições universitárias, tanto vêm contribuindo com o desenvolvimento da medicina e da assistência médica, procurou-se criar uma instituição livre dos vícios do culto do individualismo, do carreirismo e das dependências do Estado ou de organismos desproporcionalmente maiores, a fim de que se tornasse possível a auto-administração dos recursos e o desenvolvimento individual, às custas exclusivamente do trabalho, optando-se à ocasião, pela organização de uma Sociedade Civil, sem fins lucrativos.
O modelo foi desenhado tendo como principal objetivo o atendimento global ao paciente hematológico, possibilitando que em um mesmo local fossem realizadas consultas médicas, exames laboratoriais, doações e transfusões de sangue, bem como tratamentos quimioterápicos, com agilidade, racionalização dos custos da assistência, e principalmente beneficiando os pacientes e doadores de sangue.
Em janeiro de 2003 o Centro de Hematologia de São Paulo, transferiu sua unidade central para Av. Brigadeiro Luís Antônio, instalando-se em um edifício de onze andares, com aproximadamente 4.000 m2 de área total, passando a contar com amplas e modernas instalações, cuidadosamente projetadas para que o atendimento se tornasse ainda mais personalizado e diferenciado.
Neste local são atendidos em média 200 pacientes por dia, constituindo-se em um dos maiores serviços de hematologia de São Paulo e recebendo maisde 2.000 doaçõesde sangue/mês, provendo assim de sangue e seus componentes, não só os pacientes do próprio ambulatório, bem como aqueles internados nos hospitais nos quais estão instaladas agências transfusionais. O perfil de assistência médica é predominantemente ambulatorial, integrando especialidades afins, buscando desta forma a redução das internações hospitalares, de custo e risco mais elevados. Para o desenvolvimento deste trabalho, estão empenhados e comprometidos 26 profissionais médicos e cerca de outros 200 colaboradores.